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  • Lilian Liang

NEUROARQUITETURA

A nova jornada de vida após o diagnóstico esquecido:

NeuroArquitetura residencial aplicada à Demência



Figura 1 - Residente com demência preparando seu próprio café na Casa de Cuidados Meadway Court, Reino Unido. Fonte: boroughcare.org.uk (2021).


Resumo


O presente artigo visa explorar como a neuroarquitetura aplicada ao ambiente residencial pode influenciar positivamente a qualidade de vida de indivíduos com demência, concentrando-se nas melhorias não farmacológicas. A neurociência fornece conhecimentos sobre como o ambiente construído pode influenciar diretamente o cérebro, e, portanto, contribuir para o planejamento de espaços que promovam o bem-estar de idosos com demência. No contexto residencial para pessoas com demência, o projeto arquitetônico desempenha um papel crucial por influenciar no comportamento inconsciente dos residentes. Os elementos presentes no espaço residencial podem servir como estímulos cognitivos, melhorando o bem-estar e o conforto dos pacientes, bem como promovendo um ambiente de convívio saudável. Trata-se de um estudo exploratório, considerando uma revisão de literatura junto à construção de um framework aplicado aos cômodos residenciais. O estudo destaca a relevância da aplicação da neurociência no projeto arquitetônico em residências voltadas para pacientes com doenças neurológicas, como a demência.


Palavras-chave: Envelhecimento; Demência; Arquitetura; Neurociência; Ambiente Construído.


1.0 Introdução

A demência é um termo amplo que engloba uma variedade de sintomas decorrentes de distúrbios que afetam o funcionamento do cérebro e prejudicam o processamento da memória, das emoções, do comportamento e do pensamento. Além da Doença de Alzheimer (DA), outras formas de demência incluem a Demência Frontotemporal (DFT), Demência Vascular (DV) e Demência de Corpos de Lewy (DCL)1,2. Embora a demência seja frequentemente associada à perda de memória, esta é apenas uma das diversas deficiências cognitivas que uma pessoa com demência pode enfrentar. A demência também pode afetar o humor, a percepção sensorial, a linguagem, a aprendizagem, a resolução de problemas, entre outros aspectos, dependendo do tipo de demência, das áreas específicas do cérebro afetadas e do estágio de progressão da doença1,2,3. Portanto, as necessidades de apoio social e ambiental podem variar significativamente de um indivíduo para outro.

A Doença de Alzheimer (DA) é a forma mais predominante de demência, contribuindo com 60 a 70% dos casos2. Ela afeta aproximadamente 10% das pessoas com mais de 65 anos e cerca de metade dos idosos com mais de 85 anos 2. De acordo com o 1º Big Data Abraz de 2023, foi registrado um total de cerca de 1,757 milhão de indivíduos afetados por algum tipo de demência, dos quais 55% correspondiam à DA4. Além disso, de acordo com o estudo ELSI-Brazil, estima-se que até 2030 haverá cerca de 2,78 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais convivendo com demência, um número que aumentará para mais de 5,5 milhões até 20505. Isso ressalta ainda mais a necessidade de implementar abordagens não farmacológicas para complementar os tratamentos paliativos já existentes.

Nesse sentido, a arquitetura presente no ambiente construído desempenha um papel substancial na promoção da independência e do bem-estar dessas pessoas. Bem como qualquer indivíduo, a arquitetura é capaz de influenciar o comportamento, as respostas emocionais e a capacidade de realizar atividades básicas da vida diária (AVDs) e atividades instrumentais da vida diária (AIVDs)6. Dessa forma, ambientes mal projetados ou que não oferecem apoio adequado podem contribuir para comportamentos indesejados, desorientação espacial, ansiedade e agitação. No entanto, ambientes bem planejados proporcionam oportunidades que permitem ao indivíduo se sentir à vontade, compensando deficiências físicas, sensoriais ou cognitivas e otimizando sua independência7.

A experiência da demência e os desafios cognitivos associados variam de pessoa para pessoa, o que implica que as necessidades de suporte cognitivo ou ambiental também são variáveis. Portanto, é crucial que a arquitetura seja capaz de acomodar e atender às necessidades específicas de cada indivíduo. A interconexão entre a arquitetura e a neurociência oferece uma base sólida para diversas linhas de pesquisa nas quais os investigadores se engajam com o propósito de elucidar elementos e aspectos substanciais

relacionados ao tema8,9. Nesse contexto, a arquitetura se apropria do conhecimento derivado da neurociência com o intuito de conceber projetos que satisfaçam os princípios necessários para criar ambientes construídos que promovam o bem-estar tanto do indivíduo quanto dos seus cuidadores.


2.0 Objetivo

A abordagem deste estudo refere-se ao planejamento do ambiente residencial para pessoas com demência. A principal questão em análise envolve a capacidade do ambiente construído de proporcionar estímulos a indivíduos com comprometimentos neurológicos e como esses estímulos podem impactar o comportamento e a ativação das memórias dos residentes. Portanto, busca-se destacar as possibilidades resultantes da interação entre neurociência e arquitetura, visando a concepção de ambientes que atendam de forma mais eficaz às necessidades individuais.


3.0 Metodologia

O estudo trata-se de uma pesquisa exploratória, composta por uma revisão bibliográfica de autores reconhecidos sobre o assunto, como Ulrich (1993), Mallgrave (2010), Zeisel (2000), Pallasmaa (2013), Robinson (2015), Lent (2004), Paiva e Jedon (2019) e Crízel (2020), por articularem a relação entre neurociência e a arquitetura, e de que maneira isso pode interferir no comportamento do indivíduo inserido no espaço construído; junto a composição de um framework, ou seja, um conjunto de estratégias e ações que visam melhorar o cotidiano de indivíduos que vivem com demência no ambiente residencial.



4.0 Os caminhos da NeuroArquitetura em prol da vitalidade do idoso com demência


Segundo Pallasmaa (2013), a arquitetura desempenha um papel fundamental na manifestação e realização das necessidades cognitivas do ser humano, particularmente relevante para pacientes com distúrbios neurológicos como a Doença de Alzheimer (DA), que frequentemente enfrentam dificuldades para adaptar seu ambiente às suas necessidades específicas9. Portanto, arquitetos, em colaboração com equipes multidisciplinares de cuidados à demência, devem identificar essas necessidades e projetar espaços que atendam eficazmente aos usuários, aprimorando assim sua qualidade de vida.


A integração da arquitetura com a neurociência, conhecida como NeuroArquitetura, oferece uma perspectiva inovadora sobre como o ambiente construído

pode influenciar a atividade cerebral e, consequentemente, o comportamento humano 10,11,12. Pesquisas em neurociência demonstram a profunda ligação entre o cérebro humano e seu ambiente, destacando como estímulos ambientais podem impactar diretamente a estrutura cerebral, conferindo ao espaço projetado o potencial de influenciar o comportamento humano e estimular as funções cognitivas13,14.


Nesse contexto, o design de ambientes residenciais desempenha um papel crucial na melhoria da qualidade de vida de idosos com DA. Uma análise detalhada dos estudos e evidências provenientes da neurociência relacionados a pacientes com distúrbios neurológicos é fundamental para compreender como os espaços residenciais podem ser projetados e avaliados de maneira mais adequada para atender às necessidades específicas desses pacientes15. Por exemplo, um jardim terapêutico deve cumprir diversos critérios, incluindo acessibilidade, conforto, estímulo positivo, áreas de descanso e reflexão, espaços para exercícios e fisioterapia, e consideração dos diferentes estágios da DA16,17.


Antes de realizar adaptações em residências de pessoas com demência, é crucial realizar uma avaliação de suas necessidades, geralmente conduzida por profissionais de saúde ou serviços sociais. Essa avaliação leva em consideração as condições individuais do paciente, suas necessidades cognitivas e motoras, garantindo adaptações personalizadas que atendam às necessidades únicas de cada pessoa.


Os sintomas da demência englobam deficiências sensoriais, cognitivas e físicas, incluindo diminuição na percepção e interpretação de estímulos sensoriais, perda de memória, desorientação, problemas de mobilidade e visuais16,17. Essas dificuldades podem resultar em situações de risco, confusão e dependência, requerendo supervisão contínua à medida que a doença progride. A demência de Corpos de Lewy (LBD), por exemplo, apresenta desafios adicionais, como alucinações visuais e dificuldades de equilíbrio e percepção de distâncias, que progridem rapidamente.


Portanto, a criação de ambientes sensíveis à demência envolve considerações de design que abordam de forma discreta os riscos potenciais, incorporando características de design que promovem segurança e acessibilidade.

4.1 Controle dos estímulos ambientais

A demência pode afetar a capacidade de processar estímulos sensoriais, resultando em desafios para lidar com diferentes tipos de estímulos provenientes do ambiente, como a iluminação, as superfícies dos objetos, o controle sonoro, a temperatura, a qualidade do ar e a tonalidade das cores no ambiente construído. No entanto, é importante evitar tanto a sobrecarga sensorial quanto a falta de estímulos sensoriais, que são comuns em indivíduos com demência. O excesso de estímulos pode causar distração,

agitação e estresse, enquanto a falta de estímulos pode levar à apatia, confusão e dificuldades na comunicação17,18. Portanto, ao criar ambientes adequados para pessoas com demência, é essencial considerar estratégias de estimulação sensorial apropriadas, adaptadas aos diferentes estágios da doença, visando melhorar o bem-estar e a qualidade de vida dessas pessoas.

4.2 Cuidados com a Iluminação

A iluminação desempenha um papel essencial no design de edifícios, e sua importância é ainda mais evidente quando se considera a população idosa e pessoas com demência ou deficiências visuais. A qualidade do ambiente visual é diretamente afetada pelo design de iluminação, que pode desempenhar um papel crucial na definição da função do espaço. No entanto, indivíduos com demência frequentemente enfrentam a redução da exposição à luz natural, o que pode perturbar seus ritmos circadianos e levar a distúrbios do sono, como insônia, agitação noturna e sonolência diurna.

O envelhecimento, por sua vez, resulta em deterioração da visão, incluindo diminuição da acuidade visual, sensibilidade ao contraste reduzida e dificuldades em lidar com variações de luz. Para atender a esses desafios, ambientes residenciais devem ser projetados de forma a oferecer luz natural, iluminação adequada e uniforme, minimizar o brilho, evitar áreas escuras e considerar as diferentes capacidades visuais das pessoas com demência em estágios variados, bem como os diferentes tipos de distúrbios do sono que podem surgir17,18.

4.3 Atenção aos deslocamentos

A transição de indivíduos com demência de suas residências para Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) ou instalações hospitalares é um processo complexo, frequentemente associado a inúmeras dificuldades. Durante essa mudança, esses indivíduos enfrentam desafios relacionados à adaptação ao novo ambiente, à aceitação de novos papéis, à perda de identidade pessoal e social, bem como à gestão de questões de controle e privacidade em um contexto diferente18,19,20.

Além disso, a compreensão de ambientes desconhecidos e da terminologia especializada associada pode representar um desafio adicional. Essa transição muitas vezes desencadeia sintomas comportamentais e psicológicos, como agressão, agitação, psicose, delírios, alucinações, ansiedade, apatia e depressão. É importante ressaltar que a falta de apoio adequado durante essa fase de adaptação pode aumentar o risco de institucionalização e mortalidade após a internação hospitalar18,19,20. Além disso, questões relacionadas à mobilidade e interação social também podem surgir nesse contexto.

4.4 Caminhabilidade espacial

Pessoas vivendo com demência, quando inseridas em ambientes desconhecidos, como alas hospitalares, centros de dia e ILPIs frequentemente experimentam ansiedade, confusão e desorientação. A desorientação quanto à localização e ao tempo pode resultar em comportamentos como caminhar sem um motivo aparente, tentativas de sair do local e acordar no meio da noite para se vestir e se preparar para o próximo dia, especialmente no inverno17,18,19.

Estratégias de design devem levar em consideração a natureza progressiva da demência, considerando que nem todos os tipos de demência afetam a orientação da mesma forma. À medida que a demência progride, as pessoas podem ficar confusas sobre onde estão, e em estágios muito avançados, podem não reconhecer a si mesmas no espelho. Portanto, ambientes de saúde e cuidados sociais amigáveis à demência devem evitar elementos que possam causar confusão sobre a função de um espaço, minimizar a desordem visual e incorporar lições da terapia de reminiscência para apoiar a consciência pessoal no design17,19.

Esses ambientes também devem incluir indicações apropriadas para ajudar as pessoas com demência a identificar a função de um espaço, bem como marcos externos e internos para auxiliar na orientação e na identificação de data, hora e local17,19.

4.5 Organização espacial simples e objetiva

Ambientes projetados para pessoas com demência devem adotar abordagens que simplifiquem o ambiente, reduzindo a necessidade de tomada de decisões baseadas na memória e inferência. Isso pode ser alcançado por meio do uso de layouts pequenos e diretos, permitindo acesso visual imediato a espaços e funções relevantes para facilitar a compreensão do ambiente. Além disso, é importante posicionar espaços relacionados, como cozinha, espaço livre e salas de atividades, próximos uns dos outros para criar proximidade espacial17,19.

É igualmente fundamental fornecer pontos de referência visuais claros que sirvam como âncoras espaciais, integrando forma, função e significado para orientação e reconhecimento, além de: evitar corredores longos, monotonia e composições arquitetônicas uniformes é essencial para evitar ambientes repetitivos; oferecer rotas de circulação bem definidas e minimizar mudanças de direção no sistema de circulação é crucial para a orientação17,19.

Sinalizações amigáveis à demência devem incorporar elementos visuais, como pictogramas, nome do residente/paciente, retratos e etiquetas fotográficas, com a inclusão de setas próximas ao texto para melhorar a compreensão. Abreviações devem ser evitadas, e marcos visuais com significado especial para os usuários, como imagens da

área local, devem ser introduzidos como pontos de referência. Recomenda-se a utilização de objetos pessoais para identificar espaços privados, como imagens nas portas dos quartos17,19.

4.6 Conexão com a Natureza

Jardins e ambientes externos devem incluir caminhos bem definidos, livres de obstáculos e pontos de decisão complexos, que orientem as pessoas por pontos de interesse que ofereçam oportunidades de envolvimento em atividades ou interação social. Evidencia-se maior segurança quando são utilizados contrastes apropriados em caminhos, móveis e plantio, tornando o ambiente externo ainda mais acessível17,18,19. Além disso, apoiar a conexão a experiências familiares com crianças, por exemplo, podem proporcionar estímulos emocionais benéficos e satisfação pessoal. Para isso, sugere-se a presença de um galpão com ferramentas seguras para uso, áreas com mesas e cadeiras para refeições e lanches da tarde com mobiliários inclusivos ou uma área de recreação17,18,19.

Estudos indicam que atividades horticulturais com acompanhamento profissional são capazes de estimular o senso de cuidado, conectividade com o local e o apaziguamento de estágios emocionais ansiogênicos ou depressivos. Ademais, o acesso visual à natureza e ao ar livre auxilia na manutenção da orientação em relação à hora do dia e às estações do ano, ajudando a compensar a perda de orientação e mitigar a “Síndrome do Entardecer”, também conhecida como Sundown Syndrome1.











 

1 O termo Sundowning foi introduzido na academia científica por Cleo Cherry Lindgren, uma enfermeira que publicou um artigo intitulado Sundown Syndrome em 1987 na revista Image: Journal of Nursing Scholarship. Caracteriza-se por um agravamento dos sintomas no final da tarde e durante a noite. Os sintomas incluem agitação, confusão, irritabilidade, ansiedade, agressividade e, por vezes, alucinações.Embora os mecanismos exatos da Síndrome do Entardecer não sejam completamente compreendidos, acredita-se que fatores como desorientação temporal devido à diminuição da luz natural, fadiga ao final do dia e alterações na estrutura do sono possam contribuir para esse fenômeno.




Figura 2 - Jardim Sensorial projetado cuidadosamente localizado na Casa de Cuidados Meadway Court, Reino Unido. Fonte: boroughcare.org.uk (2021).


4.7 Aparência residencial

A arquitetura residencial deve permitir que o morador com demência mantenha sua independência por meio do uso de design de edifícios, móveis, acessórios e cores familiares. A estrutura também deve oferecer oportunidades de personalização do ambiente, permitindo o uso de objetos pessoais e familiares. Deve-se priorizar a caminhabilidade e a compreensão de cada cômodo da casa.

A independência também é apoiada tornando os banheiros facilmente identificáveis e acessíveis, fornecendo iluminação adequada entre a cama e o banheiro em quartos com instalações de suíte. Sugere-se que os quartos devam incluir suítes, projetados para permitir a personalização do espaço privado17,19. Indica-se, também, a existência de um ótimo acesso visual e rotas circulares que incentivam a mobilidade, apoiando assim a sensação de independência.



Figura 3 - Quarto personalizado de um dos residentes da Casa de Cuidados Silverdale , Reino Unido. Fonte: boroughcare.org.uk (2021).


5.0 Considerações Finais

Portanto, a presente pesquisa buscou demonstrar a relevância da arquitetura residencial como auxílio ao tratamento não farmacológico de residentes diagnosticados com demência, baseando-se nos conhecimentos da neurociência e das contribuições que esses estudos podem oferecer ao espaço construído. O controle dos estímulos ambientais; o cuidado com a iluminação; a atenção aos deslocamentos; a caminhabilidade espacial; a organização simples e objetiva; conexão com a natureza; e a aparência residencial fomentam algumas das contribuições da neuroarquitetura aplicada à residência do público estudado. Destaca-se, dessa forma, a importância da relação entre estudos sobre o cérebro e projetos arquitetônicos na promoção do bem-estar e da qualidade de vida de indivíduos com a doença de Alzheimer.

Além disso, sugere-se que futuras pesquisas possam aprofundar-se no estudo de projetos neuroarquitetura e nas atividades cerebrais de pacientes que convivem em ambientes residenciais, visando proporcionar benefícios à saúde dessas pessoas e preencher a lacuna de estudos científicos nacionais.


6.0 Referências

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Ciro Férrer Herbster Albuquerque


Arquiteto e Urbanista pós-graduado em Neurociência Aplicada à Arquitetura; Gerontologia e Geriatria Aplicada; Neurociência aplicada à Aprendizagem. Mestrando em Arquitetura, Urbanismo e Design na Universidade Federal do Ceará (UFC). Dedica-se a consultorias e pesquisas vinculadas à neurociência aplicada ao planejamento do espaço construído. Detém do propósito de reunir os conhecimentos da neurociência, da gerontologia e da arquitetura em prol de espaços capazes de proporcionar à longevidade, à qualidade de vida e o envelhecimento saudável. Além disso, utiliza-se de ferramentas científicas para o projeto de espaços capazes de postergar quadros de demência a partir de estímulos cognitivos com significado aos envolvidos. Membro da Academy of Neuroscience for Architecture (ANFA) e da Rede Internacional de Ações Sustentáveis (RIAS).


E-mail: ciro.ferrer@hotmail.com | Instagram: @cirof.arq.memoravel | tel (85) 99917-6340

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